E se os personagens da Disney estudassem em Hogwarts?

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Hey Galera, 

Vagando pela internet achei umas fanart’s bem interessantes. E se os personagens dos contos de fadas mais famosos da Disney estudassem na escola de magia “Hogwarts”? Aparentemente, seria bem interessante, uma artista no devianart publicou as fanart’s com cada personagem em uma respectiva casa de Hogwarts, confira a seguir:

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Finalmente: Capa de “Cinderela Pop” – Paula Pimenta

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Hey Galera,

Bom, há dois dias a nossa muito querida autora nacional Paula Pimenta, divulgou em suas redes sociais, a tão esperada capa da versão estendida de “Princesa Pop”, conto da antologia “O Livro das Princesas”.

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Foi um dos livros que eu mais quis comprar no ano passado, mas foi excepcionalmente pelo conto escrito pela Meg Cabot (sou completamente apaixonada pelas histórias dela), o que me deixou um pouco decepcionada, pois depois que li não me empolguei muito com o conto e até então nunca tinha lido nenhum livro da Paula Pimenta, então me arrisquei a ler conto e para minha surpresa, me apaixonei pela escrita maravilhosa, li o conto em quarenta minutos (meu maior recorde rs), e quando terminei, queria mais história, queria mais Cintia e Fredy.

Foi ai que a Paula divulgou na sua página da internet que a Editora Galera Record,  havia convidado para escrever uma coleção de Princesas Modernas, devido ao grande sucesso do seu conto e sua indecisão ao decidir sobre qual princesa escreveria. Sendo assim, os livros que compõe a coleção serão sobre as princesas: Aurora (Bela Adormecida), Branca de Neve, Bela (A Bela e a Fera), Ariel e Cinderela (no caso a versão completa do conto, sem cortes).

paula-pimenta-cinderelaMe animei bastante com a notícia na época, principalmente porque sou apaixonada por contos de fadas e pela Disney, daí veio a única notícia ruim, o livro sobre a minha princesa favorita será o último a ser lançado.

O ano de 2014, foi o ano da princesa Aurora, tivemos a estreia de Malévola e também o lançamento de Princesa Adormecida, um livro que eu recomendo muitíssimo.

Este ano tem tudo para ser da nossa princesinha Cinderela, um dos primeiros contos de fadas que eu conheci e um dos primeiros filmes que assisti, por incrível que pareça, parece até que foi combinado rs, o livro com a história completa da nossa querida Cintia Dorella (mais conhecida por “Dj Cinderella”) será lançado no mesmo ano em que o novo filme da Cinderela, produzido pela Disney, é lançado nos cinemas, ou seja, a princesa do ano é a Cindy.

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Só falta mesmo o livro com a história da nossa princesa moderna “Bela” ser lançado no mesmo ano em que o filme protagonizado pela Emma Watson, nossa eterna “Hermione Granger”, aí com certeza acharei que a Paula combinou secretamente com a Disney. Mas chega de enrolação né? Vamos logo a tão esperada capa, que na minha humilde opinião não poderia ter ficado mais perfeita, fiquei completamente apaixonada pelos detalhes, principalmente pelo All Star customizado, que é chave de toda a história.

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*Ps: Fotos retiradas do Google, nenhuma de autoria minha.

Bônus: A Herdeira – Kiera Cass

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Hey Galera, 

Há algum tempo atrás foi divulgado os dois primeiros capítulos de “The Heir” (A Herdeira), continuação da série “The Selection” (A Seleção) da autora Kiera Cass. Como foi divulgado apenas em inglês, algumas fanpages do Facebook traduziram o trecho. Quer matar a curiosidade um pouquinho? Então vem comigo.

CAPA-The-HeirCAPÍTULO 1

Eu não conseguiria prender a respiração por sete minutos. Não conseguiria sequer chegar a um minuto. Uma vez tentei correr uma milha em sete minutos, depois de ouvir que alguns atletas conseguem em quatro, mas falhei miseravelmente quando uma dor lateral me incapacitou na metade da distância.

Mas tem uma coisa que eu consegui fazer em sete minutos que a maioria das pessoas diria ser muito impressionante: eu me tornei rainha.

Por meros sete minutos eu cheguei ao mundo antes do meu irmão, Ahren, então o trono que deveria ser dele virou meu. Se eu tivesse nascido uma geração antes, não teria feito diferença. Ahren era o homem, então ele teria sido o herdeiro.

Infelizmente, minha mãe e meu pai não aguentariam ver a primogênita perder seu título graças a um inesperado porém gracioso par de seios. Então eles mudaram a lei, o povo comemorou, e eu fui treinada todos os dias para virar a próxima regente de Illéa.

O que eles não entendiam, é que essas tentativas de tornar minha vida mais justa pareciam muito injustas para mim.

Eu tentava não reclamar. Afinal, eu sabia como era sortuda. Porém haviam dias, ou meses em algumas vezes, onde parecia que muito era empilhado sobre mim, muito para qualquer pessoa, de verdade.

Folheei o jornal e vi que havia ocorrido outra manifestação, desta vez em Zuni. Vinte anos atrás, o primeiro ato do meu pai como rei fora dissolver as castas, e o sistema velho foi extinto lentamente. Eu ainda pensava  em como era completamente bizarro que uma vez as pessoas viveram com esses limitantes mas arbitrários rótulos em suas costas. Minha mãe era uma Cinco, meu pai era Um. Não fazia sentido, principalmente quando não havia um sinal externo para as divisões. Como eu saberia se estava andando próxima de um Seis ou um Três? E por que isso até mesmo importava?

Quando meu pai decretou que as castas não existiam mais, todas as pessoas do país ficaram encantadas. Papai esperava que as mudanças que estava fazendo em Illéa estivessem completamente estáveis no curso de uma geração, significando que poderia acontecer a qualquer dia, agora.

Isso não estava acontecendo — e essa nova manifestação era a mais recente de uma série de distúrbios.

— Café, Vossa Alteza — Neena disse, deixando a bebida em minha mesa.

— Obrigada. Você pode levar os pratos.

Eu examinei o artigo. Desta vez um restaurante foi incendiado porque seus donos se recusaram a promover um garçom ao cargo de um chefe. O garçom reivindicava que uma promoção foi prometida mas nunca entregue, e ele tinha certeza de que era por causa do passado de sua família.

Olhando para os restos carbonizados, eu honestamente não sabia de que lado estava. O proprietário tinha o direito de promover ou demitir quem quisesse, e o garçom tinha o direito de não ser visto como algo que, tecnicamente, não existia mais.

Eu afastei o papel e peguei minha bebida. Papai ficaria chateado. Eu tinha certeza de que ele ficaria passando e passando o cenário diversas vezes em sua cabeça, pensando em como ajustar tudo corretamente. O problema era que, mesmo se pudéssemos resolver um problema, não poderíamos parar cada mísero caso de descriminação pós-casta. Era muito difícil de monitorar e acontecia com muita frequência.

Eu depositei meu café e me dirigi para o meu closet.

— Neena — chamei —, você sabe onde está o meu vestido cor de ameixa? Aquele com uma faixa?

— Oh, céus! — Ela cerrou os olhos, concentrada, e veio me ajudar.

No grande esquema de coisas, Neena era nova no palácio. Nós apenas estivemos juntas por seis meses, após minha última criada ter ficado doente por duas semanas. Neena era muito sintonizada com as minhas necessidades e muito mais agradável de ter por perto, então eu a mantive.

Neena olhou para o espaço enorme.

— Talvez devêssemos reorganizar.

— Você pode, se encontrar tempo. Este não é um projeto no qual eu esteja interessada.

— Não enquanto eu possa caçar suas roupas por você — ela provocou.

— Exatamente!

Ela levou meu humor na esportiva, rindo enquanto ordenava entre vestidos e calças.

— Gostei do seu cabelo hoje — comentei.

— Obrigada.

Todas as criadas usavam algo na cabeça, mas Neena ainda era criativa com seu cabelo. Algumas vezes alguns cachos negros e espessos molduravam seu rosto, em outras vezes ela retorcia os fios até ficarem aninhados. No momento, havia largas tranças circulando sua cabeça, com o resto de seu cabelo embaixo do chapéu. Eu realmente fiquei feliz por ela encontrar caminhos de trabalhar com seu uniforme, de fazer o seu próprio a cada dia.

— Ah! Está aqui atrás! — Neena puxou para baixo o vestido que ia até o joelho.

— Perfeito! E você sabe onde está o meu blazer cinza? Aquele com as mangas três-quartos?

Ela olhou para mim, o rosto sem expressão.

— Eu definitivamente vou reorganizar.

Eu ri.

— Você procura; eu visto.

Eu vesti minha roupa e escovei meu cabelo, me preparando para outro dia como a futura face da monarquia. A roupa era feminina o bastante para me suavizar mas forte o bastante para ser levada a sério. Era uma linha muito tênue para caminhar, mas eu fazia isso todos os dias.

Olhando para o espelho, conversei com meu reflexo.

— Você é Eadlyn Schreave. Você é a próxima pessoa na fila para administrar este país e será a primeira mulher a fazer isso sozinha. Ninguém — eu disse — é mais poderoso que você.

Papai já estava em seu escritório, a testa franzida enquanto assimilava as notícias. Exceto pelos olhos, eu não era muito parecida com ele. Ou com a mamãe, até onde interessa.

Com meus olhos e cabelo escuros, e uma pitada de um bronzeado que durava o ano todo, eu parecia mais com a minha avó do que com qualquer outro. Uma pintura dela no dia de sua coroação estava pendurada no corredor do quarto andar e eu costumava estudá-lo quando era mais jovem, tentando adivinhar como eu pareceria conforme eu crescia. A idade dela no quadro era próxima da minha agora e, apesar de não sermos idênticas, às vezes eu me sentia como se fosse seu eco.

Eu caminhei através do escritório e beijei a bochecha de meu pai.

— Bom dia.

— Bom dia. Você viu o jornal? — ele perguntou.

— Sim. Ao menos ninguém morreu desta vez.

— Graças a Deus por isso.

Aqueles eram os piores, aqueles onde as pessoas era abandonadas mortas na rua ou desapareciam. Era terrível, ler os nomes de homens que foram espancados por simplesmente mudar suas famílias para uma vizinhança melhor, ou mulheres que eram atacadas por tentar ter um emprego que no passado não poderiam ter.

Em algumas vezes não levava tempo algum para encontrar o motivo e as pessoas por trás desses crimes; no entanto, eram muito mais frequentes as vezes em que dedos eram apontados e nenhuma resposta real. Pra mim, era exaustivo de assistir e sabia que era ainda pior para o meu pai.

— Eu não entendo. — Ele retirou seus óculos de leitura e esfregou os olhos. — Eles não queriam mais as castas. Nós levamos nosso tempo, removemos-as lentamente para todos se ajustassem. Agora eles incendeiam as construções.

— Há algum meio de regular isso? Nós poderíamos criar um conselho para supervisionar as queixas?

Olhei para a foto outra vez. No canto, o filho jovem do proprietário do restaurante lamentando ter perdido tudo.

Papai olhou para mim.

— É isso o que você faria?

Sorri.

— Não, eu perguntaria ao meu pai o que ele faria.

Ele suspirou.

— Isso nem sempre será uma opção para você, Eadlyn. Você precisa ser forte, decidida. Como você consertaria esse incidente particular?

Eu considerei.

— Não acho que possamos. Não há como provar que as castas foram o motivo pelo qual a promoção foi negada ao garçom. A única coisa que podemos fazer é iniciar uma investigação para saber quem causou o incêndio. Aquela família perdeu seu sustento hoje, e alguém precisa ser responsável por isso. Um incêndio proposital não é o modo de exigir justiça.

Ele balançou a cabeça para o jornal.

— Acho que está certa. Gostaria de ser capaz de ajudá-los. Mais que isso, precisamos descobrir como prevenir que aconteça outra vez. Isso está se tornando excessivo, Eadlyn, e é assustador.

Papai jogou o papel no lixo, então ficou em pé e andou até a janela. Eu poderia ler o estresse em sua postura. Às vezes seu cargo lhe trazia muita alegria, como visitar as escolas que ele tinha trabalhado incansavelmente para melhorar ou ver as comunidades florescerem da época sem guerra que ele inaugurou. Contudo, estes momentos diminuíam e se tornavam menos frequentes. Na maioria dos dias ele estava ansioso sobre o estado do país e tinha que fingir sorrisos quando os repórteres vinham, esperançoso de que sua sensação de calma pudesse, de algum modo, se espalhar para todos. Mamãe ajudava a arcar com o ônus, porém, no final do dia, o destino do país era colocado diretamente sobre suas costas. Um dia estariam nas minhas.

Vaidosa como era, me preocupava em ganhar fios brancos antes da hora.

— Faça uma nota para mim, Eadlyn. Lembre-me de escrever para o Governador Harpen, em Zuni. Ah, e coloque para escrever para Joshua Harpen, não para o seu pai. Eu vivo me esquecendo de que foi ele quem se candidatou na última eleição.

Eu escrevi suas inscrições em minha elegante letra cursiva, pensando em quão satisfeito ele ficaria quando olhasse para ela mais tarde. Papai tinha o costume de ser chato sobre a minha caligrafia.

Eu estava sorrindo para mim mesma quando voltei a olhar para ele, mas meu sorriso caiu quase imediatamente quando eu o vi esfregando a testa, tentando arduamente pensar em uma solução para esses problemas.

— Pai?

Ele virou e instintivamente endireitou os ombros, como se tivesse que parecer forte até mesmo para mim.

— Por que você acha que isso está acontecendo? Não foi sempre assim?

Ele levantou suas sobrancelhas.

— Certamente não foi — ele disse, quase para si mesmo. —  No começo, todos pareceram satisfeitos. A cada vez que removíamos uma casta, as pessoas davam festas. Têm sido apenas nos anos mais recentes, desde que removemos todos os rótulos, que têm decaído.

Ele olhou para fora da janela.

— A única coisa que consigo pensar é que aqueles que cresceram com as castas sabem como isso é melhor. Comparativamente, é mais fácil de casar e trabalhar. As finanças de uma família não são limitadas a uma profissão. Quando se trata de educação, há mais opções. Com certeza é uma melhora. Mas para aqueles que cresceram sem as castas, ainda são opositores… Acho que eles não sabem mais o que fazer.

Ele olhou para mim e deu de ombros.

— Eu preciso de tempo — murmurou. — Preciso de uma maneira de parar por um tempo com essas coisas, ajeitá-las e depois deixá-las continuarem outra vez.

Eu notei o vinco profundo em sua testa.

— Pai, não creio que seja possível.

Ele me encarou e riu com si mesmo.

— Nós já fizemos isso antes. Posso me lembrar…

O foco em seus olhos mudou e pareceu que ele teve uma ideia. Ele olhou para mim por um momento, parecendo me fazer uma pergunta sem palavras.

— Pai.

— Sim.

— Você está bem?

Ele piscou algumas vezes.

— Sim, querida, estou ótimo. Por que você não vai trabalhar naqueles cortes do orçamento? Podemos ver suas ideias esta tarde. Eu preciso conversar com sua mãe.

— Claro.

Matemática não era um talento que me veio naturalmente, então eu tinha que trabalhar duas vezes mais em qualquer proposta de corte no orçamento ou planos financeiros. No entanto, eu absolutamente recusava ter um dos conselheiros do papai nas minhas costas com uma calculadora para limpar minha bagunça. Mesmo que tivesse que ficar acordada a noite inteira, eu sempre fazia questão de que meu trabalho não tivesse erros.

É claro, Ahren era naturalmente bom em matemática, mas nunca era forçado a sentar-se em encontros sobre orçamentos, rezoneamentos ou cuidados com a saúde. Ele saiu impune por sete estúpidos minutos.

Papai afagou meus ombros antes de sair do escritório. Eu levei muito mais tempo do que o usual para me focar nos números. Eu não poderia evitar ser distraída pelo olhar em seu rosto e a certeza evidente de que me envolvia.

CAPÍTULO 2

Após trabalhar no relatório do orçamento por algumas horas, eu decidi que precisava de um intervalo e retirei-me para o meu quarto para ganhar de Neena uma massagem nas mãos. Eu amava esses pequenos momentos de luxo no meu dia. Vestidos feitos na medida certa para mim, sobremesas exóticas simplesmente porque era quinta-feira, e um fornecimento interminável de coisas lindas, eram todas vantagens; e eram facilmente a melhor parte do trabalho.

Meu quarto tinha vista para os jardins; e conforme o dia se deslocava, a luz mudava para um quente cor de mel, que brilhava nos altos muros. Eu foquei no calor e nos dedos deliberados da Neena.

— De qualquer modo, o rosto dele ficou todo estranho. Foi meio como se ele tivesse desaparecido por um minuto.

Eu tentava explicar o afastamento fora do comum do meu pai nesta manhã, mas era difícil de conseguir. Eu nem ao menos sabia se ele encontrou ou não a minha mãe, porque ele não voltou para o escritório.

— Você acha que ele está doente? Ele parece cansado, nesses últimos dias. — As mãos da Neena faziam sua mágica conforme ela falava.

— Talvez —  eu respondi, pensando que o Papai não estava exatamente cansado. — Ele provavelmente só está estressado. E como poderia não estar, com todas as decisões que ele tem que tomar?

— E algum dia essa será você — ela comentou, sua voz em uma mistura de genuína preocupação com uma brincadeira divertida.

— O que significa que você me fará duas vezes mais massagens.

— Eu não sei — ela disse. — Eu acho que em alguns anos eu talvez goste de tentar algo novo.

Eu fiz uma careta.

— O que mais você faria? Não há muitos cargos melhores do que trabalhar no palácio.

Houve uma batida na porta e ela não teve uma chance de responder a pergunta.

Eu fique em pé, colocando meu blazer de volta para parecer mais apresentável e dei um aceno para que Neena deixasse meus visitantes entrar.

— Mãe. Pai. — Eu atravessei o quarto para abraçá-los. — Eu estava prestes a voltar para o escritório.

Mamãe colocou meu cabelo atrás da minha orelha, sorrindo para mim.

—  Eu gosto desta aparência.

Eu andei para trás orgulhosamente, com o vestido em minhas mãos.

— Os braceletes realmente arrasam, você não acha?

Ela riu.

— Excelente atenção ao detalhe.

De vez em quando, minha mãe me deixa escolher joias ou sapatos para ela, mas era raro. Ela não achava tão divertido quanto eu e não dependia dos acessórias para a beleza. Eu gostava de ela ser clássica.

Mamãe virou e tocou no ombro de Neena.

— Você está dispensada — ela disse quietamente.

Neena instantaneamente fez uma cortesia e nos deixou sozinhos.

— Há algo errado? — perguntei.

— Não, meu amor. Nós simplesmente queremos conversar em particular. — Papai estendeu a mão e levou-nos para a mesa. — Nós temos uma oportunidade para conversar com você.

— Oportunidade? Nós vamos viajar? — Eu adorava viajar. — Por favor, me digam que nós vamos finalmente viajar para a praia. Poderia ser apenas nós seis?

Mesmo com três irmãos ocasionalmente indisciplinados, eu amava o tempo que passávamos juntos. Eu sonhei com o Papai finalmente — finalmente! — nos levando para a praia.

—  Não exatamente. Nós não iremos a algum lugar enquanto tivermos visitantes. — Mamãe explicou.

— Ah! Companhia! Quem virá?

Eles trocaram olhares, então Mamãe continuou falando:

— Você sabe que as coisas estão precárias no momento. O povo está inquieto e infeliz e nós não conseguimos encontrar uma maneira de parar com a tensão.

Suspirei.

— Eu sei.

— Nós estamos pensando em um modo de elevar a moral — Papai acrescentou.

Eu me animei. Elevar a moral geralmente envolvia uma celebração. Eu era sempre a favor de uma festa.

— O que vocês têm em mente? — Eu comecei a desenhar um novo vestido em minha cabeça e o excluí quase que instantaneamente. Aquela não era exatamente a atenção que eu precisava no momento.

— Bem — Papai começou — as pessoas respondem melhor com algo positivo em nossa família. Quando sua mãe e eu nos casamos, foi uma das melhores temporadas do país. E você se lembra de como as pessoas deram festas nas ruas quando Osten estava a caminho?

Sorri. Eu tinha oito quando o Osten nasceu e eu nunca vou me esquecer de como as pessoas ficaram animadas logo após o anunciamento. Eu escutei a música tocando da minha cama até quase o amanhecer.

— Aquilo foi maravilhoso.

— Foi. E agora as pessoas olham para você. Não vai demorar muito para você ser a rainha — Papai deu uma pausa. — Nós pensamos que talvez você estaria disposta a fazer algo publicamente, algo que seria animador para as pessoas mas que também traria muitos benefícios para você.

Eu estreitei meus olhos, sem saber onde isso terminaria.

— Estou escutando.

Mamãe limpou a garganta.

— Você sabe que no passado as princesas se casavam com príncipes de outros países para estabilizar as nossas relações internacionais.

— Eu ouvi você usar o termo no passado, estou correta?

Ela riu, mas eu não achei graça.

— Sim.

— Ótimo, porque o príncipe Nathaniel parece um zumbi, o príncipe Hector dança como um zumbi, e se o príncipe da Federação Alemã não aprender a adotar a higiene pessoal até a festa de Natal, ele não deve ser convidado.

Mamãe esfregou a lateral de seu rosto em frustração.

— Eadlyn, você sempre foi tão exigente!

Papai deu de ombros.

— Talvez isso não seja algo ruim. — Mamãe olhou fixamente para o Papai enquanto ele dava de ombros.

Eu franzi as sobrancelhas.

— Do que é que vocês estão falando?

Eles trocaram olhares outra vez, claramente com dificuldades em chegar ao ponto.

— Você sabe como sua mãe e eu nos conhecemos — Papai começou.

Eu revirei meus olhos.

— Todos conhecem. Vocês dois são praticamente um conto de fadas.

Com essas palavras o olhar dos dois ficou mais suave, e sorrisos atravessaram seus rostos. Seus corpos pareceram inclinarem-se levemente na direção um do outro e Papai mordeu seu lábio olhando para a Mamãe.

— Com licença. Primogênita no recinto, vocês se importam?

Mamãe corou assim que Papai limpou a garganta e continuou:

— O processo da Seleção foi um sucesso para nós. E embora meus pais tenham tido seus problemas, também funcionou para eles. Então… Esperávamos que… — Ele hesitou e encontrou meus olhos.

Eu fui lenta para entender suas dicas. Eu sabia o que a Seleção era, mas nunca, nem uma vez, foi sugerida como uma opção para qualquer um de nós, e muito menos para mim.

— Não.

Mamãe levantou as mãos, advertindo-me.

— Apenas ouça…

— Uma Seleção? — explodi. — Isso é insano!

— Eadlyn, você está sendo irracional.

Eu olhei para ela.

— Você prometeu, prometeu!, que nunca me forçaria a me casar com alguém por causa de uma aliança. Como isso pode ser melhor?

— Ouça-nos — ela incitou.

— Não! — gritei. — Eu não farei isso.

— Acalme-se, amor.

— Não fale comigo desta forma, não sou uma criança.

Mamãe suspirou.

— Você está certamente agindo como uma.

— Você está arruinando a minha vida! — Corri meus dedos pelo meu cabelo e respirei diversas vezes, esperando que me ajudasse a pensar. Isso não poderia acontecer. Não comigo.

— É uma gigantesca oportunidade — Papai insistiu.

— Vocês estão tentando me algemar a um estranho!

— Eu disse que ela seria teimosa — Mamãe murmurou ao Papai.

— Me pergunto de onde isso veio — ele atirou de volta com um sorriso.

— Não falem de mim como se eu não estivesse aqui!

— Sinto muito. — Papai disse — Nós apenas precisamos que você considere isso.

— E o Ahren? Ele pode fazer isso?

— Ahren não será o futuro rei. Além do mais, a essa altura nós sabemos que ele vai governar na França ao lado de Camille.

A princesa Camille era a herdeira do trono da França e alguns anos atrás ela conseguiu fincar todas as suas presas no coração de Ahren.

— Então façam-os se casar! — implorei.

— Camille será rainha quando chegar a vez dela e ela, como você, terá que pedir o parceiro em casamento. Se fosse uma decisão do Ahren, ele consideraria; mas não é.

— E o Kaden? Ele não pode fazer isso por vocês?

Mamãe gargalhou sem humor.

— Ele tem catorze anos! Nós não temos esse tipo de tempo. As pessoas precisam de algo para se animarem agora. — Ela estreitou os olhos para mim. — E, honestamente, não está na hora de você procurar alguém para governar ao seu lado?

Papai assentiu.

— É verdade. Não é um cargo que eu teria gostado de administrar sozinho.

— Mas eu não quero me casar — implorei. — Por favor, não me obriguem a fazer isso. Tenho apenas dezoito anos!

— Que é a idade com que eu casei com seu pai — Mamãe determinou.

— Não estou pronta — insisti. — Eu não quero um marido. Por favor, não me façam fazer isso.

Mamãe atravessou a mesa e colocou a mão sobre a minha.

— Ninguém faria nada por você. Você faria algo por seu povo. Você daria um presente a eles.

— Vocês diz fingir um sorriso quando eu preferiria chorar?

Ela fez uma carranca fugaz para mim.

— Isso sempre foi parte do seu dever.

Eu a encarei, silenciosamente pedindo por uma resposta melhor.

— Eadlyn, por que você não tira um tempo para pensar sobre? — Papai disse calmamente. — Eu sei que é algo grande que estamos pedindo a você.

— Isso significa que eu tenho escolha?

Papai inspirou profundamente, considerando.

— Bem, amor, você realmente terá trinta e cinco opções.

Eu saltei de minha cadeira, apontando para a porta.

— Saiam daqui! — pedi. — Saiam! Daqui!

Sem dizer uma palavra, eles saíram do quarto.

Eles não sabiam quem eu era, para o que haviam me treinado? Eu era Eadlyn Schreave. Ninguém era mais poderoso do que eu.

Então se eles pensavam que eu cairia sem lutar, estavam redondamente enganados.

Game da Semana: Frozen – Free Fall

Hey Galera, 

Não é nenhum segredo que tudo que tem a Disney envolvido, seja um febre e tanto, essa semana resolvi falar sobre um game para celular muito parecido com o Candy Crush, só que com o tema principal sendo o filme Frozen, a animação da franquia da Disney em conjunto com a Pixar. 

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Frozen Free Fall é um game da Disney que apresenta um total de 90 fases completamente gratuitas para você desafiar. Nele, a sua tarefa é unir blocos de cores similares para quebrá-los e poder avançar para a fase seguinte.

Conforme você progride, novos ajudantes são liberados para você ter acesso a novas habilidades, capazes de tornar as partidas muito mais eficientes – e, por vezes, até mesmo salvando você da derrota.

São cinco as vidas disponíveis para serem usadas com derrotas nas fases de Frozen Free Fall, porém seu uso é praticamente impossível de acontecer durante as primeiras fases do game, já que servem mais como um tutorial apenas.

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Frozen Free Fall é um game inspirado no filme musical Frozen: Uma Aventura Congelante, o qual estreou no final de novembro nos Estados Unidos, porém virá ao Brasil apenas em janeiro de 2014. Apesar de você talvez não se interessar por um jogo cujo contexto não conhece (sobretudo pode ser baseado em filme), saiba que a qualidade geral do título é muito boa, então ele se sustenta sozinha como um jogo de unir pedras de mesma cor.

Texto: Juventude

tumblr_md57o0y02o1rukwx7o1_500Sabe aquele sorriso que te anima logo ao levantar? Que você dorme todos os dias imaginando como seria se você fosse o motivo dele? Pois é, mas esse sorriso que te anima, as vezes vai te fazer chorar, ficar chateado ou até mesmo irritado. A questão évale mesmo a pena passar por isso? Sabemos que as vezes é difícil suportar algo durante tanto tempo, que as vezes deixamos escapar uma lagrima ou outra, mas tem uma hora que somos obrigados a seguir em frente, erguer a cabeça e se educar a esquecer.Por mais que o passado tente retornar é você quem dá a palavra final, é você que decide se deve passar por tudo aquilo novamente ou não, daí você diz a si mesmo: Dessa vez pode ser diferente. Não, infelizmente não vai ser diferente, vai se repetir como tantas outras vezes, e você sabe como sempre acaba, magoado novamente. Não culpe as pessoas por suas mágoas, mas a si mesmo por não querer esquecer o passado. As vezes parece que qualquer coisa é o fim do mundo, mas lembre-se você ainda é jovem, então isso será só o começo.

Resenha: Divergente – Veronica Roth

Hey Galera,

 

A resenha de hoje será de um livro que muitos dizem ser igual a Jogos Vorazes (não tem nada a ver rs), claro que pode ser parecido, porque também é uma distopia, estou falando de Divergente. Pois é, temos uma Divergente na área rs. Para quem não sabe o que é distopia, vou dar uma breve explicação: Distopia é uma versão do mundo real, só que em uma época futurística, com a aparência de um mundo organizado e feliz, com um regime militar “saudável” e um governante “honesto” (no caso é só a imagem que é passada).

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A história se passa numa Chicago futurística e apocalíptica, dividade em 5 facções: Audácia, Abnegação, Franqueza, Amizade e Erudição. A hístória é focada nas Facções Audácia e Abnegação,  onde Beatrice Prior (Tris), pertence. Todo ano, acontece a cerimônia de escolha, onde os jovens 16 anos, decidem para se permancerão na mesma faccção onde nasceram ou se irão escolher outra facção. Geralmente, os pais esperam que os filhos permaneçam na mesma facção de nascimento, assim como o pai da Tris, que se revolta quando os filhos escolhem outras facções, Tris vaí para Audácia e Caleb para a Erudição.

Quando chega na Audácia, Tris começa a duvidar de sua escolha, pois no teste, antes de escolher sua nova facção, Tori, a garota responsável por seu teste, aconselha Tris que continua em sua facção, pois o seu teste não foi exato, sendo considerado então um Divergente. No decorrer da história, Tris conhece Quatro (Tobias), e meio que se apaixona por ele, e vice e versa. Quando começam surgir alguns testes, Tris começa a combater os medos de uma diferente dos membros da Audácia, e Qautro logo descobre que ela é Divergente, apagando os testes para que ninguém os veja. Os “superiores” da Audácia começam a desconfiar de que Tris é divergente, e eles só conseguem confirmar isso quando é aplicado um soro em todos os membros da Audácia para que eles invadam outra facção para dar início a uma guerra, pois a Erudição deseja derrubar a Abnegação, deixando somente as outras quatro, para que o país possa ser governado por uma única facção.

Nota:  Bom, para quem acha que é parecido com Jogos Vorazes, sim, eu também achei um pouco, até porque é uma distopia. Em questão de algumas pessoas terem mais do que outras e algumas viverem na miséria, isso lembra bastante também. Confesso que o livro não me prendeu muito, demorei bastante para ler e quando terminei não senti vontade de continuar, não sei se é porque no momento havia mais livros dos quais eu estava curiosa para ler, então deixei essa saga de lado. Quando assisti ao filme, para ser sincera, gostei mais do filme do que do livro, pretendo dar uma chance para continuar a leitiura até o 3º livro. Um dos pontos que me deixou meio desapontada para continuar lendo a saga foi porque soltaram um spoiler na internet e infelizmente, era verdade. O livro é bem escrito, de 5 estrelas eu dou 3, porque não me cativou tanto quantos as outras distopias como Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, A Seleção, de Kiera Cass e Feios de Scott Westerfield.